segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A arte de Teclar

Não é um ponta de lança que se destaque facilmente pelos seus atributos técnicos e que deslumbre a ' aficíon' pelo seu manancial de fintas. Ernesto Farías é um jogador diferente, à moda antiga. É capaz de carregar o piano tocando apenas uma única tecla: a do golo. Pouco tempo de utilização não é obstáculo à concretização dos objectivos de Farías, que se encarrega de fazer jus à tradição: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje. E ele não costuma deixar! Ontem fez mais um golo em apenas 45 minutos de utilização. A época passada foram 15 golos marcados, sendo o melhor marcador da equipa no campeonato e o avançado mais eficaz no futebol português. Peça fundamental na conquista do campeonato (10 golos) e da Taça de Portugal (4 golos) da época 2008/2009, começa esta temporada a "oferecer" a Supertaça ao F.C.Porto. Ernesto Farias será para muitos um suplente obrigatório, mas a cada jogo que passa e a cada golo marcado "El Tecla" demonstra que se calhar os adeptos devem olhar para ele como um sério candidato à titularidade. O triplete completo ontem seria nosso sem ele? Provavelmente sim. Mas se existe jogador que tenha sido fundamental nessas três competições esse jogador foi Ernesto Farías.

1 comentário:

Dragaopentacampeao disse...

Confesso que não esperava uma exibição de luxo. Não foi, longe disso. O FC Porto portou-se como uma equipa vulgar, não conseguindo em momento nenhum superiorizar-se ao modesto Paços de Ferreira.

Pior que isso, consentiu que os pacenses chegassem por duas ocasiões a baliza de Helton com imenso perigo.

Graças à fífia de Cássio e à codícia de Farías (um dos poucos atributos deste goleador argentino) lá conseguimos arrancar para a vitória de mais um troféu.

Foi vencer sem convencer.

Jesualdo vai ter muito que limar para apresentar uma equipa competitiva. A jogar desta forma não venceremos novamente o Paços, agora em sua casa.

A equipa mantém uma das fragilidades das épocas anteriores: Falta de qualidade de passe que interrompe frequentemente a progressão e diminui a possibilidade de criar situações de golo.

É um aspecto em que tenho vindo a insistir e que não vejo melhoria.

O futebol foi tão fraquinho que nem ouso destacar quem quer que seja.

De resto, viva o FC Porto.

Um abraço