
O Boavista deslocou-se ao Dragão com a vontade de sempre: não perder. O Porto, por sua vez, estava avisado para a forma de jogar dos axadrezados e sabia que tinha de ter a máxima cautela com o “adormecimento” que o Boavista tenta causar nos adversários. Marcar cedo era uma boa maneira de tentar subverter a conduta do rival da Invicta. No quarto minuto de jogo, Quaresma dispôs de um livre, disparou forte e o guardião Carlos não conseguiu segurar. No ressalto, Lisandro atirou a bola por cima da baliza. Minutos depois, num lance em tudo semelhante, os mesmos protagonistas tiveram mais sucesso, com Lisandro a abrir o marcador. Com este golo, o Porto tentou gerir o resultado, mas foi então que o Boavista começou a fazer o seu jogo. Procurando adormecer o Porto, tapando-lhe todos os espaços, o Boavista procurava jogar no erro do adversário e partir rápido para o ataque. Na primeira parte, no entanto, só por uma vez incomodou Helton.

O Boavista surgiu então mais perto da baliza de Helton que, com maior ou menor dificuldade, foi anulando as investidas. Nunca desistindo do ataque, o Porto foi sendo mais cauteloso à medida que o cronómetro avançava. Eis que, quando uma parte do Dragão reprovava o encaminhamento de Bolatti para entrar na partida, Lisandro López aproveitou um cruzamento de Cech para fazer um golo de raiva! Claro que os “adeptos do assobio" festejaram efusivamente o golo como se nunca tivessem desrespeitado toda a equipa....... Enfim......
Com o 2-0 o Porto sentenciava a partida. Num jogo de muita luta, o Porto conseguiu mover as suas unidades de modo a provocar brechas na muralha defensiva do tabuleiro axadrezado. Lisandro foi o grande obreiro deste xeque-mate. Desde 90/91 que o Porto não tinha um arranque de campeonato tão auspicioso. Para se lutar por mais e melhores resultados, todos os adeptos são importantes no auxílio à equipa, desde que deixem o “assobio” em casa, claro.