segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Inglório

O Porto fechou o ano certamente de uma forma que não desejava. O Marítimo veio ao Dragão claramente em busca do pontinho e foi isso mesmo que conseguiu alcançar. O Porto revelou-se perdulário e defensivamente não esteve tão bem como de costume. A ansiedade afectou um pouco a equipa e Marcos cotou-se como o melhor homem em campo, sendo decisivo para o nulo que se registou. Existiram oportunidades de golo mas de facto parecia sina que o Porto não lograria fazer qualquer golo no jogo. A liderança do campeonato estava à distância de uma vitória. Infelizmente, ela não se materializou e quebrou-se também um bom ciclo consecutivo de vitórias.

12ª Jornada: FC Porto 0-0 Marítimo

Estádio do Dragão, Porto

37 809 espectadores










FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.» (Mariano, 67’); Fernando, Raul Meireles (Farías, 85’) e Lucho; Lisandro, Hulk e Rodríguez.

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marítimo: Marcos; Briguel, João Guilherme, Fernando Cardozo e Van der Linden; Olberdam, Bruno «cap.», Marcinho (Vítor Júnior, 77’) e Miguelito; Bruno Fogaça (Djalma, 46’) e Baba (Manu, 86’).

Treinador: Lori Sandri

Disciplina: cartão amarelo a Olberdam (14 min), Van der Linden (44 min), Hulk (54 min), Fucile (67 min), Baba (75 min), Rodríguez (78 min), Vítor Júnior (80 min), Marcos (90 min) e Bruno (90 min). Cartão vermelho a Miguelito (90 min).
Melhor em campo: Marcos

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Hulk, o Incrível

Em jogo de atraso para a Liga portuguesa, o Porto deslocou-se ao sempre complicado terreno do Estrela da Amadora e venceu. Num bom jogo de futebol, não obstante o relvado escorregadio e em mau estado, as equipas fizeram de tudo para marcar golos e para proporcionar um bom espectáculo. O Porto esteve sempre em vantagem no marcador mas a réplica estrelista fez-se sentir por duas ocasiões. Porém, o Porto foi sempre mais forte e podia ter feito mais golos. Os grandes destaques da partida vão mesmo para os golos e seus protagonistas. Lisandro sempre incansável obteve um belo golo. Num lance puramente fortuito e com o seu quê de engraçado, Fucile tenta um alívio que embate em Moreno e surpreende Helton com um chapéu. Rodriguez bisou, primeiro desfazendo o 1-1 e depois conseguindo de livre fazer o último golo do desafio. Vidigal antes disso completamente à vontade fez o 2-2. O 2-3 é uma obra-de-arte de Hulk. Um golo genial de um jogador que começa a tornar-se um caso muito sério no FC Porto e no futebol português. Destaque ainda para o grande jogo de Fernando, mais uma vez irreprensível nas intercepções de bola. Em suma, belo jogo, com bastantes golos e de belo efeito. Palavras finais para os grandes e briosos profissionais do Estrela da Amadora que mesmo com o flagelo dos salários em atrasos entraram em campo e bateram-se muito bem contra o Tricampeão Nacional. Honraram o seu clube e as suas gentes e não mereciam passar por toda esta situação triste que envergonha o futebol português.

9ª Jornada da Liga: Estrela 2-4 FC Porto

Estádio José Gomes, Amadora











Estrela: Nélson; Hugo Gomes, Mustafá (Ndiaye, 20’), Carreira «cap.» e Moreno; Celestino (Pedro Pereira, 65’), Marcelo Goianiria, Fernando Alexandre e Vidigal; Silvestre Varela e Anselmo (Rui Varela, 73’).

Treinador: Lázaro Oliveira

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.» (Tomás Costa, 90’); Fernando, Raul Meireles (Guarin, 85’) e Lucho González; Lisandro Lopez, Hulk (Mariano, 88’) e Rodríguez.

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marcadores: 0-1, Lisandro (10m); 1-1, Moreno (27m); 1-2, Rodriguez (45m); 2-2, Vidigal (62m); 2-3, Hulk (64m); 2-4, Rodriguez (85m)

Disciplina: Cartão amarelo a Carreira (45 e 83m) e Vidigal (53m); cartão vermelho a Carreira por acumulação.

Melhor em campo: Hulk

domingo, 14 de dezembro de 2008

Cumprir

Na deslocação a Cinfães, o Porto cumpriu com a sua obrigação e eliminou o adversário da Taça de Portugal. Na denominada festa da Taça, o estádio encheu e as equipas proporcionaram um bom jogo de futebol, pese o mau tempo que se fez sentir. Na primeira parte o Porto foi pouco pressionante e o Cinfães foi aguentado e sonhando. A entrada de Candeias deu ao Porto um maior dinamismo e mais raça. Farías colocou o Porto em vantagem mas o Cinfães ainda empatou a partida para gáudio das gentes de Cinfães. O Porto puxou dos galões e logo de seguida colocou-se na posição de vencedor, dilatando depois o resultado. Ainda assim, o Cinfães saiu da Taça com honra. Depois de ter eliminado o Sporting e com o SL Benfica afastado pelo Leixões, o Porto é o único dos três grandes que segue na Taça de Portugal, cotando-se agora como o principal favorito para vencê-la.

Taça de Portugal: Cinfães 1-4 FC Porto

Estádio Municipal Prof. Cerveira Pinto, Cinfães
7500 espectadores
Cinfães: Miguel Matos; Nakata, Jonas, Kipulo e Luís; Pinto, Rogério e Rui Gonçalves; Mauro (Zé Pedro, 85’), Sérgio Silva (Sidon, 88’) e Miki.

Treinador: Vítor Moreira

FC Porto: Nuno; Tengarrinha (Candeias, 35’), Stepanov, Rolando e Lino; Tomás Costa, Pelé e Guarin; Sektioui (Hulk, 71’), Farías (Rabiola, 87’) e Mariano.

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marcadores: 0-1, Farías (52m); 1-1, Sérgio Silva (76m); 1-2, Guarin (78m); 1-3, Candeias (82m); 1-4, Guarin (86m)

Disciplina: nada a assinalar

Melhor em campo: Guarin

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Good Old Porto

O Porto venceu o Arsenal e venceu o grupo G da UEFA Champions League pelo segundo ano consecutivo. Depois da derrota em Londres e do desaire caseiro frente ao Dinamo, poucos acreditariam na qualificação na Champions e muitos menos acreditavam no primeiro lugar. O que é certo é que os atletas responderam brilhantemente a esse período menos bom e merecem agora a nossa parabenização. No jogo de ontem, o Porto poderia ter construído um resultado histórico. No entanto, apesar dos golos terem sido escassos a exibição, particularmente na segunda parte, foi muito boa. O Porto, de certa forma, conseguiu apagar a má imagem que deixou em Londres. Nota de destaque para a qualidade de passe da equipa do Porto, a que não está alheia a subida de rendimento de Fernando. Rodriguez esteve igualmente endiabrado e merecia um golo pelo esforço empreendido em campo. Bruno Alves e Lisandro fizeram dois belos golos. Agora na próxima fase, dado o potencial de todos os adversários, não seria mau que calhasse ao Porto um adversário espanhol. Villarreal e Atlético de Madrid apesar de serem boas equipas estariam perfeitamente ao alcance dos portistas.

UEFA Champions League Grupo G: FC Porto 2-0 Arsenal

Estádio do Dragão, Porto

37 602 espectadores










FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap»; Lucho (Tomás Costa, 78’), Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk (Guarin, 87’) e Rodríguez (Mariano, 78’).

Treinador: Jesualdo Ferreira

Arsenal: Almunia «cap»; Eboué, Gallas, Djourou e Silvestre; Ramsey (Wilshere, 59’), Denilson, Song (Randall, 78’) e Diaby (Gibbs, 59’); Vela e Bendtner.

Treinador: Arsène Wenger

Marcadores: 1-0, Bruno Alves (39m); 2-0, Lisandro (54m)

Disciplina: cartão amarelo a Lucho (50m) e Eboué (51m).

Melhor em campo: Rodriguez

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ter um bom fim

No Estádio do Bonfim, o Porto teve uma boa-aventurança e venceu o Vitória de Setúbal. Num jogo complicado, o Porto não foi capaz, na primeira-parte, de tomar as rédeas do jogo a meio-campo. Notou-se bastante a ausência de Raul Meireles até porque Tomás Costa foi uma sombra daquele jogador que impressionou há uns tempos atrás. Costa passou completamente ao lado do jogo. Lucho ainda não regressou à sua boa forma mas, tal como sublinhou Jesualdo Ferreira, é um jogador imprescindível para a equipa e a sua presença em campo mesmo que discreta é sempre uma mais-valia. Ao intervalo não havia golos mas não foi por falta de oportunidades. Lisandro teve uma perdida incrível em frente à baliza, fazendo de defesa setubalense, e o Vitória também teve uma bela chance para facturar na primeira-parte. Na etapa complementar, Jesualdo trocou Tomás por Guarin e o jogo mudou. Mais agressivo, o meio-campo do Porto começou a funcionar melhor e também com a ajuda dos golos portistas o Setúbal pouco mais incomodou o Porto. Dois golos praticamente seguidos dos Campeões Nacionais deitaram por terra as aspirações sadinas depois do bom resultado na Luz. O Porto conseguiu ainda fazer mais um golo, realizando assim um fim de jogo bom e justificando a vitória. Hulk merece o grande destaque, assumindo-se como o melhor em campo e como uma das unidades actualmente mais influentes na equipa do FC Porto.

11ª Jornada da Liga: Setúbal 0-1 FC Porto

Estádio do Bonfim, Setúbal










Setúbal: Pedro Alves; Janício, Anderson, Robson e Cissokho; Hugo (Elias, 69’), Ricardo Chaves «cap.», Leandro Lima e Mateus; Bruno Gama (Leandro Branco, 57’) e Laionel (Leandro Carrijo, 69’).

Treinador: Daúto Faquirá

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Lino; Fernando, Tomás Costa (Guarin, 57’) e Lucho «cap.»; Lisandro, Hulk (Tarik, 82’) e Rodríguez (Mariano, 68’).

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marcadores: 0-1, Bruno Alves (66m); 0-2, Guarin (68m); 0-3, Lucho (80m)

Disciplina: Cartão amarelo a Laionel (30 min), Tomás Costa (35 min), Cissokho (71 min), Mateus (85 min), Fucile (87 min).

Melhor em campo: Hulk

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Serviços Mínimos

O Porto manteve a tradição caseira contra a Académica e venceu a equipa de Coimbra. Numa gélida noite na Cidade Invicta, o futebol portista arrefeceu em relação àquilo que tem vindo a produzir nos últimos jogos. Uma boa entrada da equipa no jogo não teve continuação nas restantes etapas. Assim, a vitória foi, de facto, o mais importante que os pupilos de Jesualdo Ferreira alcançaram. Destaque ainda para o primeiro golo de Rodriguez com a camisola mais linda do mundo. No regresso de Domingos Paciência ao Estádio do seu clube de sempre, a Académica não foi uma equipa muito atrevida no ataque mas ainda assim conseguiu bater Helton por uma ocasião. Meireles foi o melhor em campo conseguindo uma assistência e um golo frente aos academistas. A exibição não foi famosa mas a vitória foi azul e branca e a escalada na classificação continua a consumar-se. E só se pode parar no primeiro posto!

10ª Jornada da Liga: FC Porto 2-1 Académica

Estádio do Dragão, Porto

31 810 espectadores










FC Porto: Helton; Sapunaru (Tomás Costa, 60’), Rolando, Bruno Alves e Fucile; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodríguez.

Treinador: Jesualdo Ferreira

Académica: Peskovic; Pedrinho, Luiz Nunes, Orlando e Pedro Costa; Pavlovic «cap» (Madej, 90’); Cris, Miguel Pedro (Lito, 69’) e Diogo Gomes; Sougou e Garcês (Éder, 64’).

Treinador: Domingos Paciência

Marcadores: 1-0, Rodriguez (24m); 1-1, Cris (36m); 2-1, Meireles (50m)

Disciplina: cartão amarelo a Diogo Gomes (23m), Hulk (78m), Pavlovic (78m), Pedro Costa (84m); cartão vermelho a Sougou (63m).

Melhor em campo: Raul Meireles

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Apurados!

O Porto ganhou no inferno de Istambul e apurou-se para os oitavos-de-final da UEFA Champions League. Os jogadores portistas alcançaram assim uma das metas mínimas a que se propunham no início da temporada. Num jogo onde foi quase sempre dominador, o Porto poderia ter ampliado a contagem. O Fener, por seu turno, foi uma equipa longe daquela que na época passada fez sensação nesta prova. Muitos passes falhados, bolas perdidas, pouca dinâmica ofensiva. O Porto foi sempre uma equipa mais organizada, mais equilibrada, onde se destacou Lisandro López pelos golos que marcou e pelo trabalho em prol do colectivo.

Champions League Grupo G: Fenerbahçe 1-2 FC Porto

Estádio Sukru Saraçoglu, Istambul










Fenerbahçe: Volkan Demirel; Gokhan Gonul (Yilmaz), Yasin Çakmak, Edu Dracena e Roberto Carlos; Josico e Emre (Kazim Kazim, 46’); Deivid, Alex «cap.» e Ugur Boral; Guiza.

Treinador: Luis Aragonés

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Tomás Costa (Guarin, 61’) e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hulk (Pelé, 79’) e Rodríguez (Mariano, 74’).

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marcadores: 0-1, Lisandro (18m); 0-2, Lisandro (28m); 1-2, Kazim Kazim (63m)

Disciplina: Cartão amarelo a Emre (25m), Fernando (32m), Yasin Çakmak (38m), Ugur Boral (72m), Edu Dracena (86m) e Gokhan Gonul (90m).

Melhor em campo: Lisandro López

domingo, 16 de novembro de 2008

Passaram-se 5 anos...

... mas o charme e o esplendor continuam irresistíveis! Parabéns, Estádio do Dragão.

Contra o Vitória, vencer, vencer, vencer...

O Porto venceu o Guimarães, regressando assim às vitórias na Liga. O Porto foi indubitavelmente a melhor equipa em campo, podendo o Guimarães sorrir por não ter transportado mais golos na bagagem até à Cidade-Berço.

O Porto teve uma entrada de dragão. Logo nos instantes iniciais, o Porto atacava com toda a energia a bola quando esta estava na posse dos vitorianos. Esta toada fazia antever que o Porto procuraria marcar o mais cedo possível. As oportunidades foram surgindo mas não se concretizaram. Injustamente. O Guimarães defendia a todo o custo e já em plena primeira parte Nilson aproveitava para queimar tempo nas reposições da bola em jogo. O Vitória não fez absolutamente nada que incomodasse Helton na primeira parte. Limitava-se a ganhar faltas junto à área de modo a poder beneficiar desses lances de bola parada.

Ao intervalo, o nulo persistia. O Guimarães pretendia ter mais posse de bola mas essa estratégia foi sendo anulada pelo pressing portista. Houve um elemento preponderante no meio-campo do Porto: Fernando. Que bem que jogou, antecipando-se sempre aos adversários que lhe apareciam na frente e entregando sempre a bola em perfeitas condições aos companheiros e de uma forma lesta. O bom futebol portista merecia pois golos. Lisandro fez o primeiro aos 66 minutos e Farías fechou a contagem quando o cronómetro marcava 88 minutos. Felicidade total entre as hostes portistas e debandada (quase) geral dos adeptos vitorianos presentes no Estádio do Dragão.

O Porto vem melhorando o seu jogo e a esse facto não está alheia a forma mais eficaz como o Porto defende. Fucile garante uma enorme segurança e garra na defesa e Fernando tem vindo a subir de forma e parece cada vez mais integrado na equipa. No cômputo geral, foi um bom jogo do Porto, que indiscutivelmente justificou o triunfo. O Guimarães decepcionou enormemente. Este Vitória não tem nada a ver com aquele do ano passado. Será que o Alan faz assim tanta falta? Ou este ano dariam jeito João Paulo e Luís Aguiar no plantel vimaranense? Só os incautos julgavam que se fazia mal ao Porto e ficava tudo na mesma. Aprendam!

sábado, 15 de novembro de 2008

8ª Jornada da Liga: FC Porto 2-0 Guimarães

Estádio do Dragão, Porto

37 410 espectadores











FC Porto: Helton; Sapunaru (Lino, 67’), Rolando, Bruno Alves e Fucile (Pelé, 89’); Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Sektioui (Farías, 46’), Lisandro e Rodríguez.

Treinador: Jesualdo Ferreira

Guimarães: Nilson; Andrezinho, Moreno, Gregory e Momha; Flávio Meireles «cap.», João Alves (Jean Coral, 81’), Fajardo (Carlitos, 69’), Desmarets e Nuno Assis; Douglas (Roberto, 55’).

Treinador: Manuel Cajuda

Marcadores: 1-0, Lisandro (66m); 2-0, Farías (88m)

Disciplina: nada a assinalar

Melhor em campo: Fernando

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Obrigado, Porto!

O Porto eliminou o Sporting em Alvadade em jogo a contar para a Taça de Portugal. Depois de um jogo electrizante, jogado com muita emoção, o desempate foi decidido nas grandes penalidades. A sorte que há uns tempos parecia andar arredada protegeu agora o Porto.

Depois da briosa vitória em Kiev e de todo o desgaste que a longa viagem provocou, o Porto não conseguiu realizar uma boa primeira parte no jogo de ontem. O Sporting era uma equipa mais determinada sobre a bola, conseguia o controlo do jogo e criava perigo sempre que chegava à baliza de Helton. Numa jogada confusa, Liedson aproveitou os erros defensivos do Porto para fazer o primeiro golo do jogo.

Na segunda parte, o Porto conseguiu equilibrar a contenda e ser melhor em alguns períodos do jogo. Numa jogada individual fantástica, Hulk deliciou os portistas ao concretizar o golo que originou o empate. Até aos 90 minutos ambas as equipas procuraram o golo mas teve de se recorrer ao prolongamento. Com mais meia-hora também nada se decidiu. Nos penalties, Helton foi o herói e ofereceu ao FC Porto a passagem à ronda seguinte da Taça de Portugal.

O Sporting caiu perante o FC Porto, depois de ter vencido as duas últimas edições da Taça de Portugal. Na última final havia mesmo batido o Porto. Agora os dragões conseguiram vingar, de certa forma, essa derrota e colocar fora da competição um concorrente directo na corrida pela vitória deste troféu. Deste modo, o Porto alcançou os seus objectivos de seguir em frente, mantendo intactas as ambições de vencer a Taça de Portugal. O Porto não foi tecnicamente brilhante, mas revelou alma, coragem e trabalhou arduamente para dar uma grande alegria aos seus adeptos. Após um período conturbado, particularmente no campeonato, as vitórias em Kiev e em Alvalade espera-se que signifiquem o regresso à normalidade no FC Porto.

Taça de Portugal: Sporting 1-1 FC Porto (4-5, após g.p.)

Estádio José Alvalade XXI, Lisboa


Sporting: Rui Patrício; Abel, Caneira, Polga e Miguel Veloso; Rochemback; João Moutinho, Romagnolli (Pedro Silva, 65’) e Izmailov (Tiuí, 119’); Postiga (Djaló, 82’) e Liedson.

Treinador: Paulo Bento

FC Porto: Helton; Fucile (Lino, 100’), Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap»; Lucho, Fernando e Raul Meireles (Rodriguez, 55’); Lisandro, Hulk e Mariano (Tomás Costa, 46’).

Treinador: Jesualdo Ferreira

Marcadores: 1-0, Liedson (28m); 1-1, Hulk (58m)

Disciplina: cartão amarelo Bruno Alves (36m), Pedro Emanuel (41m e 82m), Lucho (47m), Caneira (54m e 67m), Polga (64m), Hulk (67m e 117m), Liedson (72m), Pedro Silva (75m), Miguel Veloso (102m), Abel (113m), Helton (120m); cartão vermelho a Caneira (67m), Pedro Emanuel (82m), Hulk (117m).

Melhor em campo: Helton

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Balão de Oxigénio

Depois de três derrotas consecutivas, o Porto esmerou-se e alcançou na Ucrânia, frente ao Dinamo de Kiev, uma importante vitória que lhe permite continuar a sonhar com a Champions mas sobretudo deitar para trás uma dispensável crise de resultados.

Era uma cartada decisiva. Jesualdo Ferreira estava sob fogo cerrado e a equipa teria de catapultar-se de modo a dar a resposta que todos os adeptos exigiam: a vitória. Frente a uma valorosa equipa, o Porto conseguiu dominar o jogo, embora não tenha feito uma exibição tecnicamente portentosa. Não. O Porto jogava contra uma equipa que sofre poucos golos e que é praticamente imbatível em casa. Porém, mesmo sem os primores técnicos, os dragões tiverem pulmão e coração para desejarem mais a vitória do que os ucranianos.

O Porto assumia o jogo mas a malapata parecia querer continuar. Meireles num belo remate atirou ao poste. Contra a corrente do jogo, o Dinamo de Kiev, no primeiro remate à baliza, fez o regressado Helton ir ao fundo das redes. Todavia, o Porto soube gerir as emoções e manteve a serenidade e esforço suficientes para alcançar outro resultado que não a derrota.

Assim foi. Com muito querer, com Pelé e Hulk a dinamizarem mais o sector ofensivo, o Porto restabeleceu a igualdade. Um golo perfeitamente merecido. Na parte final, ambas as equipas partiam determinadas para fazer um golo que lhes desse o triufo. O Dinamo chegava sempre com perigo à baliza do Porto e atingiu mesmo o poste da baliza de Helton. Não há campeões sem sorte e o Porto assistia ao rodar da roda da fortuna. Foi com a estrelinha então que o Porto nos últimos minutos conseguiu uma difícil mas bela e merecida vitória. É este Porto com alma guerreira e que se bate em qualquer campo contra qualquer adversário que todos os adeptos desejam ver jogar.